Forever Young

Viver para sempre ? Impossível. Viver bem ? Depende só de nós...

Agradecimentos: Março de 2011

 Parece mentira, mas em menos de um mês o blog teve mais de 500 visitas. Realmente não esperava!!
Valeu mesmo, pela moral que deram a este blog, bem amador... rs
O começo do namoro com o Juan na história tem aumentado a audiência do blog... só que agora as dificuldades aparecerão e será bem mais difícil o namoro.
Novos personagens surgirão e outros antigos voltarão à tona. Lidaremos com preconceitos e com as nossas próprias diferenças.
Não deixem de comentar nas postagens a cada leitura, pois me motiva bastante saber a opinião de cada um.

Ao parceiro Ro-SP... novamente um abraço pelas dicas sobre o blog...
À Noyara, espero vê-la sempre por aqui. O blog dela é excelente ( "Por toda a minha vida", está em meus blogs Favoritos ).
Aos novos seguidores, espero que sejam os primeiros de vários que surgirão.

A internet andava tão monótona pra mim, antes do blog... o Orkut tá marginalizado... o Facebook uma hora vai inchar tb e no Msn as pessoas são cada vez mais autistas... não puxam assunto se não tomarmos iniciativa... prefiro ficar por aqui, interagindo com outros blogs.
Abraço a todos!!


Março de 2008: A revelação

Acho que ficamos pelo menos um mês indo todos os finais de semana e feriados pro apê. Minha amiga nos deu uma cópia da chave e tudo.
O lugar era legal, meio que isolado. Ficava a 40 minutos de ônibus do centro do RJ.

O curioso é que sempre fui olho grande quanto à comida, mas nessa época nem sentia muita fome... a sensação é de que eu não queria perder tempo nem me alimentando. Todas as vezes, passávamos no mercado e comprávamos besteiras pra fazer na cozinha, tipo nuggets, pastéis, cachorro quente, etc... coisas fáceis de fazer e práticas de comer.


Fechando os olhos consigo lembrar de cada detalhe até da cozinha, que era toda verde, simples, como era minha amiga. O Juan tinha muito mais noção de coisas de cozinha do que eu. Ele que limpava quase sempre a bagunça, pois no dia que tentei, não me atentei a várias coisas, como limpar o fogão após fritar algo... rs

Teve um dia que ele ficou fritando batata frita e me ofereci pra ajudar. Ele virou pra mim e disse: Vai lá ver seu futebol que eu cuido disso...
Putz... era tudo que eu queria ouvir!! rsrsrs
Ele nunca curtiu futebol. É uma das diferenças nossas.

Nessa época eu sempre levava uns cds pra ficar ouvindo lá, no quarto dela havia um rádio com CD. Na época, os cds que mais ouvi foram o 1º da Colbie Caillat, que tinha Bubbly, dois do Westlife ( Back Home e Love album), um da Melanie C ( This Time), um do Tiziano Ferro ( Rosso Relativo) e o mais ouvido: Mirrorball, da Sarah Mclachlan.


Com o passar do tempo, meus pais passaram a estranhar. A Ana não ligava mais lá pra casa. Eu não dava o telefone fixo de lá e o Juan parou de ir lá em casa também. Numa dessas, meu pai se ofereceu pra me dar carona até lá, pra saber onde era. Eu me esquivei de todas as formas. Achava que nunca descobririam.

E foi numa fatídica sexta- feira-santa que liguei pra Ana e pedi que ela conversasse um pouco com a minha mãe, pra disfarçar. Minutos depois saí, pra encontrar o Juan, que me esperava no Centro do RJ. 

Ele tava com uma cara de assustado. Disse que minha mãe ligou pra casa dele e que a mãe dele, astuta e já prevendo o que aconteceria, somente disse que ele não estava em casa.
Minutos depois, minha mãe me liga. Disse pra eu parar de mentir, que ligou pra mãe da Ana e soube que ela tava indo pra lá e não encontrar comigo.


Enquanto digito esse texto, chego a ficar tenso.
Foi um momento decisivo na minha vida.

Ele perguntou pra mim o que faríamos.
Falei que seguiríamos em frente, não queria estragar meu final de semana e se voltasse pra casa seria assumir o erro.

Fui no ônibus com o coração na mão, pensando no que fazer.
Quando chegamos no apartamento, resolvi que ia ligar pra eles e falar a verdade.
Ele perguntou se era isso mesmo que eu queria e que me apoiaria em qualquer que fosse a minha decisão.
Nos abraçamos. Eu tava segurando o choro, mas quando vi ele chorando, comecei a chorar também.


Liguei direto pro meu pai, que eu sempre achei que fosse o mais lúcido.
Ele falou das suspeitas da minha mãe e perguntou o que tava acontecendo.
Expliquei que quem tava lá comigo todo esse tempo era o Juan e que eu tava namorando ele. Falei que não era curtição, que eu gostava muito dele.

Meu pai quase desmaiou.
Minha mãe pegou o telefone da mão dele e começou a gritar comigo. Me mandou ir pra casa imediatamente, que meu pai tava passando mal.
Chorei muito. Não imaginava que fosse ser assim.
Meu pai me ligou, aparentemente mais calmo uns minutos depois. Dizendo que ia me buscar no Centro. Eu temia até por agressão física da parte dele.
Me despedi do Juan, chorando muito. Olhei em volta do apê... o sonho parecia ter acabado.


Pegamos ônibus diferentes, para que não nos vissem juntos.
Meu pai me esperou num posto de gasolina.
Entrei no carro e lá veio o sermão... disse que eu tava confuso, que não ia aceitar isso... fez uma série de perguntas ridículas de praxe, como: Quem era o ativo... se eu já tinha feito antes... como a família dele reagia com isso e se sabiam...

Esse foi o post mais difícil de escrever até hoje.
No final da conversa ele deixou bem claro, que se eu continuasse com isso tudo, poderia esquecer que tinha pai e mãe. Me senti mais indefeso do que nunca. Tava desempregado, não tinha nem onde cair morto, nem com quem ficar. 

Deitei na cama, chorando. Meu celular tocou: era o Juan.
Até hoje não esqueço suas palavras: " Não se esqueça que sou seu e estarei sempre esperando por você, quando tudo isso passar... ficaremos juntos. "


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