Forever Young

Viver para sempre ? Impossível. Viver bem ? Depende só de nós...

Solidariedade sim... hipocrisia não!!

Tenho ouvido algumas baboseiras, principalmente no Facebook sobre o ocorrido no Japão... realmente é chocante o que aconteceu lá... 
mas será que não nos preocupamos demais com os problemas alheios? Será que se fosse aqui no Brasil teria a mesma repercussão? Acho que não...

O brasileiro tem a mania de sentir pena de quase tudo. Na minha opinião é bem mais fácil ajudar quem está perto de nós e se possível ajudar quem está longe...  Exemplos: Tem gente que prefere doar pro Criança Esperança ( Didi Poupança ) do que doar um alimento a um pobre do seu bairro, morador de rua.
Preferem dizer que doaram 100 reais pro Teleton, mas destratam deficientes físicos frequentemente no cotidiano. 
Abriram conta no banco e divulgaram na tv para que depositassem dinheiro pro Haiti, há tempos atrás. Enquanto que vários hospitais daqui ( como o Mário Kroeff ) não tem nem o que dar de comer a seus pacientes.
Ridículo.

A mídia manipula a população como marionetes, por isso não curto assistir tv. O que aconteceu na região serrana aqui do RJ já foi esquecido com o carnaval. A audiência fala mais alto...

Resumindo: Acho que se for pra sentir pena, é melhor se for por algo que possamos fazer algo pra ajudar. E se ajudarmos, pra quê ficar alardeando?
Basta ficarmos satisfeitos em ajudar e pronto. Não é necessário fazer propaganda pessoal... a paz interior é mais importante.

Março de 2008: Juntando os cacos... clima pesado em casa.

Acordei no dia seguinte ( após ter contado aos meus pais que sobre minha sexualidade e sobre meu namoro com o Juan ) achando que fosse um pesadelo. Mas este havia apenas começado. Meus pais não falavam comigo e quando falavam, me olhavam atravessado. Passaram a seguir meus passos, mais do que nunca, como se eu fosse uma mulher infiel... achavam que pressionando, fariam com que eu me separasse do Juan e "voltasse" ao normal.

Mal eles sabiam é que eu transformava essa dificuldade em motivação para seguir em frente com meu namoro. Em momento algum pensei em deixá-lo, mesmo que eu fosse expulso de casa. Ele, pelo contrário, sempre racional, me aconselhava não arriscar tanto e dar um tempo para que a poeira abaixasse.

Nessa época cortaram a internet aqui de casa, achando que impediriam um contato meu com ele dessa maneira... e me proibíram de usar o telefone aqui de casa também. Os dois fizeram falta, mas na época eu tinha bonus da Tim pra falar com ele pelo celular e usava como válvula de escape: não podiam tirar meu celular, pois fui eu quem comprei!!

Minha avó ajudou a me criar e soube de mim da pior maneira possível.
Isso tudo tava rolando faltando pouco pro meu aniversário de 23 anos. Não pude vê-lo no dia, pois me seguiriam de todas as formas possíveis, até com tanques de guerra, se pudessem... Sendo assim, só fui na casa da minha avó, fiquei com eles lá. Ela sempre faz um bolo, alguma coisa no meu aniversário, desde que nasci. Nem minha mãe ficou com a gente, só meu pai.



No dia anterior, o Juan me levou pra escolher uma camisa de time de futebol, como presente de aniversário. Tenho ela até hoje, do Lyon ( FRA ). Ele contou pra mãe dele no mesmo dia que meus pais souberam do nosso namoro. Ela já meio que desconfiava e aceitou numa boa. Não sei se pelo fato de ele não ser filho único como eu, mas ela teve um comportamento exemplar com ele nesse caso ( ele tem mais 2 irmãos e uma irmã ). 

Na mesma semana, uma amiga da minha mãe, de longa data veio aqui. Sentiu o clima pesado entre todos e veio conversar comigo. Disse que já sabia mais ou menos o que tava acontecendo. Aproveitei e contei a ela, esperando ajuda. Na verdade, minha mãe tinha inventado uma desculpa pra ela e não tinha contado.
Quando ela soube que falei pra amiga dela, partiu pra cima de mim, com muita raiva, se sentindo envergonhada, enfurecida... a primeira coisa que ela fez pra se vingar foi ligar pra casa da minha avó e tentar contar pra ela. Quem atendeu foi a minha madrinha e ouviu a notícia da minha mãe enfurecida, dizendo que eu sou "viado". Minha avó acabou ouvindo também e ficou passando mal lá...
Foi um golpe baixo da minha mãe: ela sabia que eu era querido pela minha avó, por parte de pai e pela minha madrinha e que valorizava muito mais a elas do que meus parentes por parte de mãe.



A situação tava insustentável aqui. 
Tava com medo até de que minha mãe me envenenasse.
Meu amigo Marco ofereceu a casa dele para que eu ficasse um tempo. Mas fiquei sem graça... não saberia o que dizer à mãe dele. 
Na verdade contei a ele sobre minha sexualidade nesta época. Sabia que ele me apoiaria e também desconfiava que ele fosse gay também...
Eu tava certo: ele se revelou também e me apoiou como nunca nessa época de guerras em que eu precisava de super amigos, praticamente aliados. 
Foi até engraçado quando contei a ele... ele ficou surpreso, mas eu nem tanto quando soube dele. Tinha lógica: ele nunca falou de mulheres, nem namorou nenhuma desde que eu o conheci... também tinha uns gostos estranhos, que " queimavam o filme" tipo uma obsessão por Backstreet Boys... rsrsrs
A mãe deste meu amigo não sabe dele. Até desconfia, mas nunca teve provas. E eu sabia que se eu fosse pra lá, minha mãe faria da vida dele um inferno também.



Nessa época comecei a procurar emprego, mesmo recebendo seguro. Usava isso pra dar umas escapadas e ver o Juan. Íamos juntos nas agências de emprego. Rolava até uns beijos nos elevadores dos predios... rs
Em alguns dias a gente colocava 2 ou 3 currículos e passava o resto do dia passeando...
Eu tinha a esperança de que um dia pudéssemos nos ver sem ter que nos esconder.

Era um sonho em que valia a pena correr riscos.


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