Forever Young

Viver para sempre ? Impossível. Viver bem ? Depende só de nós...

Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( parte 3 ).



Após uma boa noite de sono, acordamos. Meu amigo saiu pra trabalhar e nos deixou a sós. Deu pra aproveitar bastante. Aproveitamos o momento pra trocar carícias.


Tive que voltar pra casa, até pra dar sinal de vida e trocarmos de roupa, etc. Ficamos conversando durante horas, até porque minha mãe estava em casa. Era uma sexta feira. Planejava levá-lo ao teatro, mas chovia bastante. Meus pais saíram pra uma festa e nos deixaram sozinhos. Otávio pediu pra ficarmos em casa mesmo e assistir um filme. Fiz o que ele pediu. Ficamos deitados abraçadinhos vendo filme, com a chuva rolando lá fora.


Na volta, minha mãe falou que ele poderia dormir aqui. Dormiu na sala, pra não criar problemas. e cadê que eu conseguia dormir, sabendo que ele estava na sala? Volta e meia eu acordava e ficava admirando aquele garoto dormir. Sim, pareço psicopata, mas fazer o quê? Até foto dele dormindo eu tirei. Acho lindo.


No dia seguinte, fomos a um evento de animes, em Niterói. Ele foi com um chapéu do Naruto e eu com uma camisa do Hyoga de Cisne. Apesar de longe, o evento estava bem legal. Aproveitamos pra comprar algumas tranqueiras típicas de nerd, como camisa, broche, etc.


Ele não queria que eu gastasse dinheiro, mas comprei uma caneca que ele gostou mas achou cara. Claro que escondido. E quando dei a ele o presente ele não aprovou. Não queria que eu gastasse com ele. Foi a nossa primeira discussão. Fiz cara de choro, por não suportar ingratidão. Ele se desculpou depois.


Nesse dia em Niterói convidei dois amigos furões pra conhecerem meu namorado ( JC Vanelis e Marceli ), mas os dois furaram e depois contaram o mimimi de sempre...






Essa noite seria diferente das anteriores. Dormiríamos em um motel. Ele disse que eu estava gastando demais e se ofereceu pra pagar desta vez. Aceitei, estava quase falido mesmo. :D
Mas foi um motel top de linha, com hidro, sauna e tudo mais... digno do nosso bom momento.


Na hora da transa, pra variar, inovamos. Tudo era diferente, tudo parecia inédito quando fazia com ele. Foi uma ótima noite. Nessa noite, aliás... ele demonstrou seu lado cri-cri virginiano e cismou de me enxugar após o banho. Eu tenho o péssimo hábito de quase não me secar e sair molhando tudo. Ele achou isso um absurdo e secava até meus pés. Achei engraçado e resolvi não contrariar... rs.






Acordamos. E surgiu mais um conflito. Eu adoro sexo, em quantidade. Se bobear, transo 3, 4 vezes seguidas. Sou bem insaciável. Ele disse que curte no máximo 2 vezes. Achei um desperdício, afinal ficaríamos pouco tempo juntos. Ali acho que os dois pensaram que seria o prenúncio do fim. Discordâncias na hora do sexo nem sempre acabam bem. Mas resolvemos deixar pra acertar isso depois, pra não estragar o bom momento.

Continua na próxima postagem...


Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( parte 2 ).



Estávamos separados por muitos quilômetros. E pior: sem grana. Mas a vontade era enorme de abraçar, estar ao lado um do outro. Foi quando eu recebi um dinheiro do plano de previdência privada da empresa no qual fui demitido . Juntamos esse dinheiro com um trocado que ele tinha e a viagem estava marcada. A princípio seria de avião, mas as passagens promocionais eram na maioria com 1 mês de antecedência. Não dava pra esperar. 


Ele concordou em vir de ônibus pro RJ. Seriam mais ou menos 14 horas de viagem. Ele saiu do Paraná no dia 04 de maio. Chovia muito e a viagem demorou mais do que o planejado. Era difícil conter a ansiedade. Ele me ligou em uma parada em SP. Contava as horas. Era difícil dormir.


Cheguei à rodoviária às 9hrs da manhã. E nem me importei em acordar cedo. Queria vê- lo, de qualquer forma. Havia um lugar para aguardar o embarque. Otávio me liga dizendo que está descendo a serra e a ligação cai. Tento ligar e dá fora de área. Inquieto, eu perguntava à moça do guichê pelo paradeiro do ônibus. 


Já eram 11hrs e nada do ônibus. Duas horas esperando pareceram uma eternidade. Eis que minutos depois, ele surge. E lá vem o Otávio, de casaquinho preto, contrastando com a pele hiper branquinha. Lindo, muito mais do que imaginei. E um sotaque encantador, típico do sul.


Viemos pra minha casa, após conversar muito no ônibus. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Eu me sentia muito atraído e apaixonado por ele, mas não sabia se ele sentia o mesmo.


Inventei pra minha mãe que o Otávio era um amigo da minha época de adolescência e que veio do Paraná pra um evento de animes em Niterói. O curioso é que iríamos mesmo ao tal evento. Ele conquistou minha mãe pelo papo. Elogiou a comida e ajudou a lavar a louça. A desculpa meio do evento meio que colou, mas mesmo assim preferimos não ficar por aqui. 


Ele me surpreendeu e trouxe na bagagem uma caixa de trufas recheadas caseiras. Ele mesmo fez pra mim. A caixinha era muito bonita. Nunca esquecerei o que estava escrito no laço: " Irresistível feito você " . Me senti o máximo ! :D


Concordamos em ir para algum lugar para ficarmos a sós. Quando nos preparávamos pra sair, lhe dei um beijo. A química prometia.


Fomos pra um hotel. Ele precisava de um banho, após a longa viagem. Otávio demonstrava timidez, com receio de trocar de roupa perto de mim. Mas logo isso foi passando. A vontade de fazer aquela loucura toda da viagem valer a pena falou mais alto.


Foi uma transa diferente de tudo o que eu já havia experimentado. Ele demonstrava experiência e que sabia o que estava fazendo na cama, coisa que eu não estava acostumado, pois meio que moldei meus namorados anteriores.


Ele era tão branquinho, que qualquer apertão ou mordida de leve o deixava vermelho. Achava isso o máximo... rs. Beijava muito bem, de um jeito carinhoso. Adorava ficar abraçadinho na cama, conversando. O tempo parecia parar nesses momentos com ele.


Combinei com meu amigo Marco de levá-lo à Lapa e depois dormir na casa dele. Eles se deram bem. Ficamos pouco tempo na Lapa, pois o Otávio estava cansado da viagem e com muito sono. Mas foi o suficiente pra que um conhecido do meu amigo se interessar pelo meu namorado... rs. Otávio percebeu isso e me deu a mão. Achei lindo demais. Saímos dali de mãos dadas ( a Lapa é um lugar acolhedor para os gays ).


Ficamos mofando esperando um ônibus. Só conseguimos condução lá pelas 3hrs da madrugada. Meu amigo veio conversando com dois caras visivelmente bêbados e alegres. Otávio ao meu lado, dormia, apoiado no meu ombro. Um dos caras que papeava com meu amigo não parava de olhar pro meu namorado. Eu o encarava como um cão raivoso.


Chegamos na casa do meu amigo. Otávio já molinho de sono. Dormimos juntos pela primeira vez. Foi ótimo.






O Juan tentou contato comigo, mas ignorei. Ele então tentou contactar esse meu amigo, que estava " acobertando" meu novo namoro. Preferi não falar nada pro Otávio, pra não estragar o momento.


Continua na próxima postagem...





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