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| Prometi falar sobre a história da gata da borboleta e aqui estou...rs. |
Meu trabalho é bem monótono e às vezes saio perambulando na busca de uma distração. O galpão onde trabalho fica numa rua sem saída, onde há vários outros galpões. Às vezes fico tomando sol e espairecendo um pouco.
Num dia desses, avisto uma gata engraçada e inquieta. Ela ficava no galpão do início da rua ( uma fábrica de papelão ). Notei que os funcionários não davam muita atenção à ela e fiquei preocupado, achando que ela passava fome e sede.
Desde que meu gato faleceu, em setembro do ano passado, que eu não me aproximava de nenhum felino. Mas ela me conquistou. Passei a cuidar dela. Comprei ração e levei ela pro meu galpão. Ela era gata de rua mesmo e não gostava de ficar presa, nem gostava de ficar no colo.
Insatisfeito na empresa, como estava, eu via nela a grande motivação para ir trabalhar. Passo dez horas do meu dia lá e era um alento ter algo para me distrair. Não tirava os olhos dela. Queria proporcionar todo o conforto que ela não teve nas ruas. Ela era carinhosa, fazia 'festa' quando me via. Impressionante, como animais conseguem demonstrar gratidão com mais facilidade do que o ser humano. Arrumei uma caixinha de papelão pra ela dormir e de vez em quando trazia leite.
Ela me acalmava. Quando me sentia sozinho, ficava com ela debaixo de uma árvore e ficava fazendo carinho nela, que até dormia...rs. Aos poucos ela foi se aproximando mais de mim, chegando a me seguir até meu escritório.
Nessas horas eu vi que ela agia feito criança...rs. Não tinha limites... queria pular na minha calça e tudo mais. Se dependesse dela, eu passaria o dia com marcas de pata na roupa.
Deixei ela numa cadeira. Só pra ela.
E falava: - Deixa eu trabalhar um pouquinho?
E ela, insistente, miava e pulava no meu colo. Virei pra ela e falei que assim não dava...rs.
Ela desceu e ficou no lado de fora do galpão. Coloquei ração pra ela e dei-lhe um afago, lembrando ela que mesmo brigando com ela, eu a amava.
No dia seguinte, procurei por ela por toda a parte. O funcionário do outro galpão me falou que uma criança, filha do dono de uma das empresas dali gostou dela e quis adotá-la. Anneke foi para Fortaleza, de avião. Foi vacinada e acredito que hoje está sendo bem cuidada. Fiz o que pude. Minha consciência está tranquila. Mas a saudade ficou.
PS: Dei à ela o nome Anneke em homenagem à grande cantora holandesa Anneke van Gierbergen.
Em homenagem à gata Anekke, deixo essa linda música, chamada Beautiful One. Muito linda.
Um trecho da música diz:
" Eu gostaria de nunca ter me afastado
Sem ter dito
Você é única "
Espero que tenham curtido a história e o som. Bom fds, povo !





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