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Sexualidade: Opção ou destino ?


… a sexualidade torna-se livre; ao mesmo tempo que gay é algo que se pode “ser”, e “descobrir-se ser”, a sexualidade abre-se a muitos propósitos. Assim, The Kinsey Institute New Report on Sex, publicado em 1990, descreve o caso de um homem de 65 anos de idade cuja mulher morreu depois de um casamento feliz que durou 45 anos. Um ano depois da morte de sua esposa, ele se apaixonou por um homem. Segundo seu próprio testemunho, jamais havia sentido atração por um homem ou fantasiado sobre atos homossexuais. Este indivíduo agora professa abertamente sua orientação sexual alterada [...]. Será que há alguns anos ele teria concebido a possibilidade de poder transformar desta maneira a sua “sexualidade”?
GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 1993. p. 24.
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Fonte: http://ddd.opsblog.org/2011/07/05/o-desejo-como-fatalidade-nascer-gay-lesbica-bissexual-ou-o-desejo-como-devir-tornar-se-gay-lesbica-bissexual/

Sexualidade, assunto polêmico: conto com a opinião de vocês...

Pessoal, a grande maioria que acompanha o blog sabe que sou bissexual. Como o  Renato Russo, curto meninos e meninas... rs. Na prática isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Mas desde que me dei conta da inha sexualidade, meio que tardiamente, aos 22 anos, me sinto satisfeito com o que sou.
O curioso disso tudo é que eu poderia ser bem preconceituoso, por ser " recém saído do armário " , mas pelo contrário... passei a ter muitas amizades com gays e mudei muito meus conceitos.
Antes de namorar com o Juan, eu achava que todo gay era passivo, promíscuo, afeminado ou que sempre morria com AIDS... é essa imagem que a maioria tem até hoje. Na minha cabeça era impossível imaginar um casal gay tendo um relacionamento normal, sendo fiel, etc. Tá certo que meu namoro com ele não foi nada normal, mas não era só por isso... :p.
Na verdade senti muita diferença com as demonstrações de afeto em público. Eu tava acostumado a andar de mãos dadas, beijar na rua, em qualquer lugar... e com ele ficou difícil : por medo, receio e em raros casos, respeito. Na verdade ele nunca se aceitou como gay e isso sempre me incomodou. Sempre achei que no fundo ele sentia vergonha de mim, mas na verdade era algo muito mais grave. 

Ele era um gay preconceituoso, que achava que os gays tinham que se esconder de tudo e de todos. Tinha medo de " envergonhar "a mãe, que aparentemente aceitava o fato dele gostar de garotos e namorar comigo.
Imaginem como eu lidava com isso... porque já é difícil se acostumar a ficar só em alguns lugares e mesmo assim tendo que convencê-lo de que não teria problema, etc. Darei a vocês dois exemplos básicos em que ocorriam divergências de opinião:
* No ônibus: Quando sentávamos juntos, ele colocava uma mochila ou um casaco entre a gente pra ficarmos de mãos dadas. Achava desnecessário muitas vezes, porque nem dava pra ver... e se vissem: foda-se !
Ele não pensava assim, dizia que poderiam criar confusão ou falarem pra mãe... isso me enfurecia bastante. O fato de ele se preocupar mais com a opinião alheia do que comigo. Acho que beijar no ônibus pode ser exagero, caso tenha gente olhando... não que eu tenha receio... mas não poder pegar na mão do seu namorado, vendo casais heteros quase se atracando no banco de trás é demais !
* No cinema : A discussão era parecida com a do ônibus, só que pior. Acho que cinema é um lugar pra se curtir e namorar. O lugar é convenientemente escuro pra isso, concordam? Bom, o princípio básico pra mim, era: se o cinema estivesse lotado eu não forçaria barra pra ficar beijando e abraçando. Agora se estivesse mais lugares, eu queria é curtir, porque se alguém ficasse perto é porque queria ver. " Os incomodados que se mudem" nesse caso serviria... nem preciso dizer que ele não pensava assim. Dizia que tava " incomodando" as pessoas, etc. Eu rebatia dizendo que pagamos o mesmo preço que eles e porque só eles poderiam namorar? Acho que só não vale atentado ao pudor, que é crime para heteros também.

Queria a opinião de vocês. Sou exagerado ou deveria me privar do que gosto de fazer para agradar a sociedade hipócrita? Já tentei maneirar por medo de agressão. Tem muito covarde aí que se acha valente por bater em gay... o curioso é que a maioria anda em grupos, não são nada sozinhos, não se garantem. Então passei a ponderar mais por isso. Posso não ser forte, mas sou muito protetor com quem eu amo. Se alguém ameaçasse ele teria que me matar primeiro. Pra não correr esse risco, passei a maneiras nas demonstrações de afeto. Mas se todos pensarem assim, os homofóbicos se acharão mais na razão do que já acham...


Eita assunto polêmico... mas foi bom compartilhar com vocês o que penso.
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