Forever Young

Viver para sempre ? Impossível. Viver bem ? Depende só de nós...

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Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( Parte Final ).


Otávio me pediu um tempo pra pensar em como ficaria nossa relação. Ele demonstrava muita segurança: algo que eu não tinha. Sempre me considerei hiper desconfiado. Achei que ele queria terminar e que tinha dúvidas se queria continuar comigo.


Nos 5 dias em que fiquei com o Otávio, o Juan me ligou todos os dias. E eu ignorava. Depois desse tempo, passei a atender. Ele demonstrava estar mudado, diferente das outras vezes. Ele queria voltar a namorar comigo, mas não sabia que eu estava namorando. Eu deveria contar.


Resolvi contar a verdade no dia em que ele seria padrinho de casamento do irmão ( que já me sacaneou. Longa história... ). Juan ficou arrasado. E saiu com cara de choro em todas as fotos do casamento. Na verdade, ele queria que eu pedisse algo , como uma prova de amor. E eu pedi que ele deixasse de ser padrinho do fdp do irmão. Ele chorou dizendo que não podia. Então eu disse que nesse caso, ele não me amava. E chorou bastante. Fui um pouco cruel, por todo o sofrimento que passei. Precisava ser mais rígido.


Juan tinha problemas em se aceitar. Se achava feio. Não se aceitava como gay e acabava magoando a todos à sua volta. Era uma pessoa amargurada. Precisei mostrar que se ele não mudasse, eu não mais voltaria sequer a falar com ele. Foi aí que o garoto acordou pra vida. Foi como um tapa na cara. Tudo isso porque ele estava acostumado a me ter, sem se esforçar. Quando demonstrei segurança e exigi mudanças, ele foi obrigado a agir. Chegou ao ponto de criar um blog  pra tentar me reconquistar.


Enquanto isso, Otávio estava literalmente distante. Parecíamos mais amigos que namorados. Mas ele deixava bem claro que era contra eu voltar a namorar com o Juan. Tipo... não demonstrava que me amava, mas não queria me perder. A sensação que eu tinha era que ele queria ter o prazer de terminar.


Eu não sabia o que fazer. Sofria com a distância do Otávio e não sentia firmeza na mudança do Juan. Cheguei a cogitar ficar um pouco sozinho. Mas eu amava os dois, de maneiras diferentes. Na verdade eu queria uma forma de não magoar nenhum de nós três. Percebi que não seria possível.




Resolvi, após alguns dias, voltar a namorar com o Juan. Otávio ficou decepcionado e cortou qualquer tipo de contato comigo. Lembro como se fosse hoje. Ele disse que teria me esperado por todo o sempre. Não sei se era verdade, mas aquilo me marcou. Notei como eu era imaturo perto dele.


Eu nunca teria a segurança que ele demonstrava. Eu teria pirado só de saber que não poderia vê-lo durante meses. Não saberia lidar com a vontade de estar perto e não poder. E isso piorou depois que ficamos juntos, pois sabíamos o quanto era bom. Então resolvi parar por ali e manter uma lembrança boa, ao menos pra mim.


Otávio nunca mais dirigiu a palavra à mim. Fiquei muito tempo com remorso, por tê-lo feito sofrer. Cheguei a criar um MSN fake só pra tentar conversar com ele e ter notícias. Mas ele deve ter notado  e me excluiu. Acompanhava pelo Youtube os vídeos do coral que ele participava. Ele queria muito que eu assistisse a um dos ensaios, mas não deu.




Bom, não sou o He-Man, mas mostrarei minha visão da moral da história:


Será que era preciso acontecer algo deste tipo para que o Juan "acordasse" ? Porque as pessoas não podem simplesmente se dar conta e se esforçar por vontade própria? Nenhum namoro sobrevive com o esforço de apenas um dos parceiros. Os dois precisam se esforçar na mesma proporção. Ele aprendeu a lição e hoje se esforça bastante. Mas eu não queria ter feito alguém como o Otávio sofrer só pra salvar meu relacionamento .


Aprendi muito nessa relação de um mês à distância. Hoje sou menos ciumento e possessivo. Se eu conseguia confiar em alguém de outro estado, deveria ser mais fácil confiar em alguém que mora perto. E se a pessoa quiser trair, fará de qualquer jeito, sem que o outro saiba. Parte da consciência de cada um.


Não me arrependo de nada que fiz, só do que deixei de fazer. Otávio ficará pra sempre como uma boa lembrança pra mim. Ele costumava ler meu blog, não sei se continua.


Otávio, se você estiver lendo esta postagem, peço desculpas pela maneira como terminamos e por eu não ser tudo aquilo que parecia ser. Eu tinha a esperança de que desse certo, mas nem sempre as coisas acontecem como planejamos. Hoje sou feliz com meu namorado, que realmente me ama. Espero que você esteja bem.


Pessoal, desculpem a postagem enorme e cansativa... :D
Mas foi bom contar um pouco da minha história de vida...





Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( parte 4 ).





A noite foi ótima. Mas estávamos com um clima de dúvida no ar: os dois pensavam no futuro da relação. Quando há conflitos logo no início de um namoro parece muito mais fácil cair fora. Ainda mais com a questão da distância e a falta de grana. Mas resolvemos tudo na conversa e ficamos aparentemente bem um com o outro.


O tempo passava muito rápido. Às vezes eu queria ter o poder de parar o tempo, pra que ele não fosse embora. Ele me fazia esquecer de todos os meus problemas e eu sabia disso. Era ilusório, pois eu teria que voltar à realidade em algum momento.


Era seu último dia no RJ. E ficou tanta coisa pendente... tantos lugares que eu queria que ele conhecesse... mas a chuva e o frio não deram trégua por 5 dias. Fiquei muito frustrado por não ter levado o Otávio à praia e a outros lugares bonitos do Rio de Janeiro.


Levei- o para se despedir do meu amigo, que trabalha em um shopping perto daqui. Aproveitamos pra ir ao cinema. Seria muito frustrante não ter ido ver ao menos um filme com ele. Vimos o filme "Thor" , na época recém lançado. E em 3D. Foi muito legal. Assistimos o filme de mãos dadas.


Na saída, fomos para um hotel próximo dali. Morri de rir, pois a recepcionista pediu a identidade dele ( já pediu pro Juan uma vez ). Tipo, fiquei com a fama de papa-anjo ! kkkkk


Transamos com um sentimento de despedida. Não assumíamos um para o outro, mas estava na cara que seria quase impossível manter um namoro à distância. As chances de dar certo eram mínimas. 


Ficamos horas olhando um para o outro, já sentindo saudade dos nossos dias inesquecíveis. Fizemos algumas promessas, do tipo torcer pelo outro independente do que rolasse dali pra frente. E prometemos nunca esquecer dos momentos que passamos juntos. Eu, como sou emotivo, acabei chorando...


Saímos de lá e fomos comer pizza. Os garçons ficaram encarando meu namorado, quase paquerando- o. É meu karma! :D


Passamos aqui em casa. A mala dele estava aqui. Era difícil segurar o choro naquela altura do campeonato. Mesmo assim, fiz questão de acompanhá-lo à rodoviária. Ficamos um bom tempo esperando o ônibus. Chovia bastante. Nos distraímos a ponto de errar a plataforma do ônibus. Quando demos conta, o ônibus já estava quase saindo. Quase não deu tempo de se despedir. Ele me deu um abraço longo e pediu pra que eu fosse forte. No fundo ele sabia que eu tinha tendência a sofrer mais nessas ocasiões.




O ônibus partiu. Coloquei óculos escuros pra esconder as lágrimas. Fiquei inerte ali, por alguns minutos. Ele me ligou 2 minutos depois, de dentro do ônibus, se despedindo novamente e vendo se eu estava bem.


Deixei a rodoviária desolado, na chuva. Na verdade, nada me importava naquele momento. Me sentia impotente, por não poder mantê-lo por perto por mais tempo. Dizem que dinheiro não traz felicidade, mas neste caso mandaria buscar.


Me sentia sem rumo. Mesmo na chuva, resolvi ir para a praia, ver o mar e curtir minha fossa. Parecia que todos os meus problemas voltaram à tona ao mesmo tempo. Eu estava de volta à realidade. Teria que me conformar com isso.


Quando voltava da praia, meu ex- namorado ( Juan ) me ligou pra conversar. Naquela altura ele não sabia de nada sobre meu namoro com o Otávio.

Continua na próxima postagem ( a última )...

Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( parte 3 ).



Após uma boa noite de sono, acordamos. Meu amigo saiu pra trabalhar e nos deixou a sós. Deu pra aproveitar bastante. Aproveitamos o momento pra trocar carícias.


Tive que voltar pra casa, até pra dar sinal de vida e trocarmos de roupa, etc. Ficamos conversando durante horas, até porque minha mãe estava em casa. Era uma sexta feira. Planejava levá-lo ao teatro, mas chovia bastante. Meus pais saíram pra uma festa e nos deixaram sozinhos. Otávio pediu pra ficarmos em casa mesmo e assistir um filme. Fiz o que ele pediu. Ficamos deitados abraçadinhos vendo filme, com a chuva rolando lá fora.


Na volta, minha mãe falou que ele poderia dormir aqui. Dormiu na sala, pra não criar problemas. e cadê que eu conseguia dormir, sabendo que ele estava na sala? Volta e meia eu acordava e ficava admirando aquele garoto dormir. Sim, pareço psicopata, mas fazer o quê? Até foto dele dormindo eu tirei. Acho lindo.


No dia seguinte, fomos a um evento de animes, em Niterói. Ele foi com um chapéu do Naruto e eu com uma camisa do Hyoga de Cisne. Apesar de longe, o evento estava bem legal. Aproveitamos pra comprar algumas tranqueiras típicas de nerd, como camisa, broche, etc.


Ele não queria que eu gastasse dinheiro, mas comprei uma caneca que ele gostou mas achou cara. Claro que escondido. E quando dei a ele o presente ele não aprovou. Não queria que eu gastasse com ele. Foi a nossa primeira discussão. Fiz cara de choro, por não suportar ingratidão. Ele se desculpou depois.


Nesse dia em Niterói convidei dois amigos furões pra conhecerem meu namorado ( JC Vanelis e Marceli ), mas os dois furaram e depois contaram o mimimi de sempre...






Essa noite seria diferente das anteriores. Dormiríamos em um motel. Ele disse que eu estava gastando demais e se ofereceu pra pagar desta vez. Aceitei, estava quase falido mesmo. :D
Mas foi um motel top de linha, com hidro, sauna e tudo mais... digno do nosso bom momento.


Na hora da transa, pra variar, inovamos. Tudo era diferente, tudo parecia inédito quando fazia com ele. Foi uma ótima noite. Nessa noite, aliás... ele demonstrou seu lado cri-cri virginiano e cismou de me enxugar após o banho. Eu tenho o péssimo hábito de quase não me secar e sair molhando tudo. Ele achou isso um absurdo e secava até meus pés. Achei engraçado e resolvi não contrariar... rs.






Acordamos. E surgiu mais um conflito. Eu adoro sexo, em quantidade. Se bobear, transo 3, 4 vezes seguidas. Sou bem insaciável. Ele disse que curte no máximo 2 vezes. Achei um desperdício, afinal ficaríamos pouco tempo juntos. Ali acho que os dois pensaram que seria o prenúncio do fim. Discordâncias na hora do sexo nem sempre acabam bem. Mas resolvemos deixar pra acertar isso depois, pra não estragar o bom momento.

Continua na próxima postagem...


Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( parte 2 ).



Estávamos separados por muitos quilômetros. E pior: sem grana. Mas a vontade era enorme de abraçar, estar ao lado um do outro. Foi quando eu recebi um dinheiro do plano de previdência privada da empresa no qual fui demitido . Juntamos esse dinheiro com um trocado que ele tinha e a viagem estava marcada. A princípio seria de avião, mas as passagens promocionais eram na maioria com 1 mês de antecedência. Não dava pra esperar. 


Ele concordou em vir de ônibus pro RJ. Seriam mais ou menos 14 horas de viagem. Ele saiu do Paraná no dia 04 de maio. Chovia muito e a viagem demorou mais do que o planejado. Era difícil conter a ansiedade. Ele me ligou em uma parada em SP. Contava as horas. Era difícil dormir.


Cheguei à rodoviária às 9hrs da manhã. E nem me importei em acordar cedo. Queria vê- lo, de qualquer forma. Havia um lugar para aguardar o embarque. Otávio me liga dizendo que está descendo a serra e a ligação cai. Tento ligar e dá fora de área. Inquieto, eu perguntava à moça do guichê pelo paradeiro do ônibus. 


Já eram 11hrs e nada do ônibus. Duas horas esperando pareceram uma eternidade. Eis que minutos depois, ele surge. E lá vem o Otávio, de casaquinho preto, contrastando com a pele hiper branquinha. Lindo, muito mais do que imaginei. E um sotaque encantador, típico do sul.


Viemos pra minha casa, após conversar muito no ônibus. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Eu me sentia muito atraído e apaixonado por ele, mas não sabia se ele sentia o mesmo.


Inventei pra minha mãe que o Otávio era um amigo da minha época de adolescência e que veio do Paraná pra um evento de animes em Niterói. O curioso é que iríamos mesmo ao tal evento. Ele conquistou minha mãe pelo papo. Elogiou a comida e ajudou a lavar a louça. A desculpa meio do evento meio que colou, mas mesmo assim preferimos não ficar por aqui. 


Ele me surpreendeu e trouxe na bagagem uma caixa de trufas recheadas caseiras. Ele mesmo fez pra mim. A caixinha era muito bonita. Nunca esquecerei o que estava escrito no laço: " Irresistível feito você " . Me senti o máximo ! :D


Concordamos em ir para algum lugar para ficarmos a sós. Quando nos preparávamos pra sair, lhe dei um beijo. A química prometia.


Fomos pra um hotel. Ele precisava de um banho, após a longa viagem. Otávio demonstrava timidez, com receio de trocar de roupa perto de mim. Mas logo isso foi passando. A vontade de fazer aquela loucura toda da viagem valer a pena falou mais alto.


Foi uma transa diferente de tudo o que eu já havia experimentado. Ele demonstrava experiência e que sabia o que estava fazendo na cama, coisa que eu não estava acostumado, pois meio que moldei meus namorados anteriores.


Ele era tão branquinho, que qualquer apertão ou mordida de leve o deixava vermelho. Achava isso o máximo... rs. Beijava muito bem, de um jeito carinhoso. Adorava ficar abraçadinho na cama, conversando. O tempo parecia parar nesses momentos com ele.


Combinei com meu amigo Marco de levá-lo à Lapa e depois dormir na casa dele. Eles se deram bem. Ficamos pouco tempo na Lapa, pois o Otávio estava cansado da viagem e com muito sono. Mas foi o suficiente pra que um conhecido do meu amigo se interessar pelo meu namorado... rs. Otávio percebeu isso e me deu a mão. Achei lindo demais. Saímos dali de mãos dadas ( a Lapa é um lugar acolhedor para os gays ).


Ficamos mofando esperando um ônibus. Só conseguimos condução lá pelas 3hrs da madrugada. Meu amigo veio conversando com dois caras visivelmente bêbados e alegres. Otávio ao meu lado, dormia, apoiado no meu ombro. Um dos caras que papeava com meu amigo não parava de olhar pro meu namorado. Eu o encarava como um cão raivoso.


Chegamos na casa do meu amigo. Otávio já molinho de sono. Dormimos juntos pela primeira vez. Foi ótimo.






O Juan tentou contato comigo, mas ignorei. Ele então tentou contactar esse meu amigo, que estava " acobertando" meu novo namoro. Preferi não falar nada pro Otávio, pra não estragar o momento.


Continua na próxima postagem...





Um ano se passou e ainda lembro de uma paixão fulminante ( pt 1 ).



Fugirei um pouco da ordem das postagens contando minha história. Mas precisava muito escrever sobre isso. É quase que um tabu até hoje falar sobre o que ocorreu em meados de maio de 2011.


Eu estava solitário. Separado do Juan e recém - demitido de um emprego no qual eu depositava muitas expectativas. Em outras palavras, eu estava um barco à deriva. Já postava por aqui, mas tinha poucos amigos naquela altura do campeonato ( resumiam- se ao Ro Fers e ao JC Vanelis ).


Estava tão decepcionado com o Juan que passei um bom tempo evitando qualquer tipo de contato. Eu estava de saco cheio. Estava ansioso por alguma mudança drástica na minha vida. Queria algo diferente de tudo que já havia feito. Sair da rotina, me arriscar.


A vida nos dá compensações. E me impressiono com isso. No mesmo dia da minha demissão, eu estava arrasado. Não conseguia dormir. Não havia ninguém on-line. Nem no MSN, nem no Facebook. Eram 4 hrs da madrugada. Resolvi entrar no chat UOL de amizade. Conheci um paranaense chamado Otávio. Depois desse dia nunca mais fui o mesmo.


Otávio era um garoto adorável. Com 22 anos de idade, morava com a mãe e o irmão. Branquinho, como a maioria dos sulistas. Devia ter 1,72m. E lindos cabelos lisos escuros. Era jovem, mas divorciado. Foi casado por 2 anos e o ex- marido virou evangélico e ex- gay ( sim, é verdade! ). Estava quase terminando o curso de agronomia na faculdade, mas seu sonho era cursar gastronomia, em seguida. Jogava vôlei com os amigos nos finais de semana. E era integrante de um grupo de canto, que por sinal lhe fazia muito bem.


A princípio ficamos amigos. Tínhamos interesses em comum, como boa música e animes. Mas eu sentia algo diferente nele. Talvez tenha surgido da minha tendência a gostar de pessoas com alguma ferida grave ( no caso dele, o divórcio e o desânimo com relacionamentos ).


Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo...


Resolvi arriscar. Perguntei a ele se topava namorar de brincadeira, de forma on- line. E ele topou. E ficou horas tentando achar um apelido carinhoso pra me chamar.


Trocamos número de celular e a conexão só crescia. O plano infinity nos proporcionava falar por horas e horas, por apenas 25 centavos. Em nenhuma outra época eu poderia me dar a um luxo desses ( de falar horas com alguém de outro estado ) , ainda mais desempregado.


Em pouco tempo nos apaixonamos, um pelo outro. As longas conversas no telefone proporcionou- nos uma boa noção de como nos comportaríamos namorando sério. Eu estava muito envolvido. Respirava essa relação. Era como uma espécie de fuga de todos os problemas, naquela época. Nada mais importava. Não ligava de estar desempregado e parado em casa. Meu único desejo era de conversar horas e horas com o Otávio... e de saber mais e mais sobre ele. Tudo nele era interessante naquele momento.


Ainda assim, faltava algo. Eu precisava vê-lo. A web- cam não era suficiente. As conversas evoluíam. Mas faltava o toque da pessoa amada. As declarações de amor eram intensas e tudo parecia eterno. Mas como trazê- lo aqui? Eu estava desempregado, ele também. Passagens são caras e estadias em hotel também.


Mas estávamos dispostos a qualquer sacrifício pra tornar esse desejo realidade.


Continua na próxima postagem...


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