Era uma vez um marujo. Era respeitado pelo capitão do navio e tinha seus afazeres, direitos e deveres. Tinha o suficiente pra viver bem e até um pouco mais. Mas foi levado pela ilusão da vaidade.
O marujo tinha como amigos um papagaio, que já esteve em outras embarcações e uma abelhinha, que era a protetora dos marujos confusos. Nem todos conseguiam entender o papagaio e a abelhinha, mas o marujo vaidoso tinha esse dom.
Com o passar do tempo, os afazeres do navio foram aumentando e se tornando mais árduos, devido às tempestades que afetaram seu casco. Isso causou o descontentamento do marujo vaidoso, que passou a almejar dias melhores e fora do navio.
Uma sereia, de mares distantes, notou a insatisfação do marujo. E lhe ofereceu a solução para seus problemas. Prometeu riquezas, um novo navio, só pro marujo vaidoso e um reconhecimento maior por seus afazeres. O marujo vaidoso ficou tentado a acreditar na sereia, mas não o fez de imediato.
O capitão do navio encontrava cada vez mais dificuldades. E precisava, mais do que nunca do marujo vaidoso. Mas para o vaidoso, o caminho mais fácil seria aceitar a proposta da sereia. O navio estava afundando e o marujo se recusava a afundar junto.
Na hora da dúvida, o marujo consultou seus amigos. O papagaio não se opôs. Disse que o marujo era livre para escolher o que deve fazer, mas deixou claro que este não era o momento pra abandonar o navio. A abelhinha, por sua vez, foi contra. E alertou o perigo que as sereias representavam e que vários outros marujos se perderam nas ilusões causadas pelo canto delas.
O navio estava afundando, com uma cratera em sua estrutura principal. O marujo ao pegar um balde para ajudar a tirar a água, avistou a sereia, de longe, acenando para ele. E resolveu ir. Não dando ouvidos aos conselhos da abelhinha e do papagaio. Achou que era forte o suficiente para ouvir o canto da sereia e não sucumbir à ilusão que ele criava. O capitão do navio demorou a perceber que o marinheiro não estava mais ali, no navio. E que partiu, mar afora...
CONTINUA...


