O BRASUCA
O eterno adolescente.
Já tinha amigos
brasileiros, mas não havia vivido entre vós. Exclusivamente entre vós. Agora,
passados 4 anos, sinto-me com algum conhecimento de causa para poder expressar
a minha opinião. Mesmo sabendo o quão mal tratado serei por aqueles que se
sentirão visados nas minhas palavras desabridas e crus, mesmo desde já
esclarecendo que não viso ninguém em particular. Falo mesmo do geral, do todo,
do aglomerado de gente, de povo, de machos que tenho vindo a observar (e como
gosto de observar macho...) nesta minha nova etapa da vida. A louca vida que me
destinei, mesmo antes de ter nascido.
Uma das razões que me
levaram a escolher o Brasil, como destino dos meus passos (ou voos, já que vim
de avião), foi a beleza do homem brasileiro. A diversidade de formas, cores e
etnias, foram motivos bastantes para seduzir qualquer apreciador do belo, como
o é um poeta e artista.
O homem brasileiro é
belo, mesmo quando não parece. O seu corpo tisnado pelo sol e moldado pelo
esforço de sobreviver numa terra áspera e desafiadora, ganha lustres olímpicos,
com a vaidade tão característica deste povo descuidado. Sim, o brasileiro é
cheio de contradições e raramente entende qual o seu lugar no mundo. Se é que
alguma vez chegou ou chegará a entender.
Mais ou menos jovem,
pouco importa. O que encontrei mesmo, ao chegar a terras brasilis, foi uma
nação de homens-adolescentes, não querendo crescer, enterrados num lodaçal de
machismo e preconceitos. O eterno adolescente.
Homens vivendo ao colo
da mamãe, muito depois (mas muito depois mesmo) de terem passado a idade do
desmame. Até mesmo quando a mamãe é mais madrasta que o capeta, eles continuam
pendurados na teta. Não querendo crescer. Recusando amadurecer. Insistindo em
serem vistos como perenes moços sem idade.
Corpo. Corpo. Corpo
semi-nu. Corpo bronzeado, meio despido, sempre meio despido, pois o acanhado
macho brasileiro não se desnuda por completo; nudez integral só não é tabu para
mulher. Tronco tisnado se mostrando em esplendor pelas ruas e avenidas. Nem precisa
ser em marginais, bordeando uma qualquer praia. Podemos vê-los em praças,
parques, mercados... Podemos apreciá-los e deliciar-nos com a maravilha das
formas e brilhos, reluzindo em cascatas de mel e sedução.
O homem brasileiro é bom
de corpo. Mesmo balofo e descuidado... Mesmo magro e enfezado... Filho de
muitos sangues, apologia da miscigenação, o homem brasileiro é bom de corpo.
Sedutor por instinto. Amo! Adoro!
Blogs dele:
Sou fã do ManDrag e de seu jeito de escrever. Ele foi mais um a me presentear com um post, no niver do meu blog. Obrigado, ó Rei dos Cafuçus da Blogsville !
Raphael Martins




