Forever Young

Viver para sempre ? Impossível. Viver bem ? Depende só de nós...

Novos rumos na minha vida... :D


Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.

Bertrand Russell


Quem não arrisca, não petisca... esse tem sido meu lema, desde que entrei na fase adulta. Por deixar muitas oportunidades boas passarem, passei a temer pecar por omissão. E confesso que esta estratégia vem dando certo.

Neste semestre, passei a observar um garoto na minha faculdade. Meu gaydar apitou bem forte. Era interessante. Tinha estilo... se vestia bem, cheiroso e bonito. Ele não era da minha turma... fazia apenas uma matéria na mesma sala que eu. 

Queria puxar assunto com ele, mas não sabia como... Foi quando ele reclamou que a matéria tava difícil e virou pra trás. Ofereci ajuda e perguntei se ele tinha o material de estudo completo. Ele disse que não. Foi a brecha que encontrei pra conseguir o email dele.

Passamos a trocar emails e a desenvolver uma amizade. Pouco tempo depois, perguntei por email se ele era gay. Ele confirmou e perguntou se eu era também. E a conversa passou a fluir com mais naturalidade.

Me contou do seu último relacionamento, no qual ele foi muito sacaneado... disse que saiu no prejuízo em vários sentidos e que o ex era um " ladrão de energias ". Deixou bem claro que não suporta mentiras e contradições, tampouco desvios de caráter. 

Fiquei impressionado. Parecia que ele estava descrevendo meu namoro mais duradouro ! Admirei essa atitude em relação à verdade, custo o que custar. Gosto disso. Além do mais, ele parecia bem centrado pra idade dele ( 22 anos ).

Um outro garoto da minha sala estava muito a fim do Rick também. E pediu minha ajuda. Fingi ajudar, pra ver qual era a dele e saber quais eram as suas " armas ". Não havia muito o que temer. Era vulgar, limitado e meio povão demais pro garoto... acabou por levar um " toco" do Rick. Observei, de longe, todo o desenrolar da trama. Esperei o momento certo.

Sempre que podia, esperava o Rick pra levá-lo até o ponto de ônibus. Fingia que estava esperando a condução, mas na verdade eu ia a pé pra casa. Ficava ali só pela companhia dele. A conversa era hiper agradável. Via um brilho nos olhos dele, como eu não via em ninguém há tempos. E possuía atitudes de pessoas vencedoras... algo que me cativou bastante. Era o que eu procurava, desde que me entendo por gente.

Algumas semanas se passaram e ele continuava a me falar da vida dele. Falou que o ex ainda gostava dele, etc... que o chamou pra morar junto... Rick deixou bem claro que não confiava mais nele e que não haveria chance. Me disse que se sentia à vontade pra me contar da vida dele e que na maioria das vezes, costuma ser muito reservado. Foi um afago no meu ego.

Resolvi abrir o jogo. Algumas semanas depois, contei à ele que estava gostando dele. Falei isso, enquanto caminhávamos para o ponto do ônibus. Ele ficou sem graça e sorriu. Não falou nada na hora. Falei que não ia pressioná-lo e que só queria que ele soubesse. Arrisquei e esperei o resultado.

Ontem, ele resolveu me responder. Disse que estava disposto a tentar uma relação comigo, mas que ainda estava muito ferido por causa do seu último namoro. Concordei, até porque estou em uma situação parecida. E vamos começar, devagar. Até pra se conhecer melhor.

Acho que tenho motivos pra me empolgar. Me sinto vivo. Minha auto estima subiu a um ponto que me permitia me arriscar a esse ponto ( de propor este tipo de coisa pra alguém ). Uma sensação de leveza tomou conta do meu ser. As energias, que estavam sendo desperdiçadas há anos, estão voltando.  


" Eu vou te acompanhar de fitas
Te ajudo a decorar os dias
Te empresto minha neblina
Vamos nos espalhar sem linhas
Ver o mundo girar de cima
No tempo da preguiça

Mas tudo bem
O dia vai raiar
Pra gente se inventar de novo "

( Tempo de Pipa - Cícero )




Uma música leve e alegre, pra um momento como esse. O Rick ama MPB. 

PS: Não pretendo sumir... como certas pessoas quando arrumam 'macho' . Acho isso escroto...rs. Não vou citar nomes, pra não ser anti-ético... Mas a 'escrota' tá no Canadá... kkkkkkkkkkkk

Na medida, pra Margot...


Agora não tem mais desculpa, mom...

Enfim.. é o que tem pra hoje...

Morde e assopra : a gente vê por aqui... kkk

O excesso contemporâneo



Ultimamente tenho parado pra refletir nos excessos do nosso cotidiano. Acho que chegou a um ponto, que devemos parar e pensar... pra não perder o controle da nossa vida. 

Pensei em vários excessos atuais...


  1. Excesso de " amigos " : As redes sociais, de certa forma, nos enganam. Muitas pessoas tem mais de uma centena de amigos no Facebook, mas não consegue parar pra conversar com nenhum. Por que não parar um pouco de compartilhar, de curtir, e tentar conversar com aquele amigo que não dialogamos há tempos ? Procuro, sempre que posso... papear com meus ( poucos ) amigos... saber o que se passa... suas vivências. Isso é gratificante. Por essas e outras que ainda prefiro sair pra encontrar meus amigos pra conversar frente à frente, ou por telefone. A conversa flui muito melhor.
  2. Excesso de músicas : Tenho 28 anos, mas ainda peguei um pouco da época do vinil, da fita K7 e principalmente o BOOM dos CDS quando chegaram. Eu passava dias, semanas... devorando um único álbum. Lia as letras, decorava, me deliciava. Hoje, temos acesso à infinitas músicas, mas acabamos ficando presos à meia dúzia. Ou seja, o excesso parece desanimar nossas escolhas e o que é pior : desvaloriza o que conseguimos obter. Pra combater isso, coloquei um micro system na cabeceira da minha cama e estou ouvindo meus CDS antigos... é como voltar no tempo. Rs.
  3. Excesso de filmes : Me lembro nitidamente dos VHS. Alugava, em média três filmes nos finais de semana e assistia todos, sem dificuldade. Hoje, temos acesso à milhares de filmes: na internet, TV a cabo, etc. E muitos acabam assistindo menos por ficar "meio zonzo" com a quantidade de opções. Fiz uma lista dos filmes que gostaria de ver e vou assistindo, aos poucos. Apreciando cada cena. Afinal, fomos contemplados com a dádiva de ter filmes de todas as épocas disponíveis à custo zero. É questão de se dar conta disso. 
  4. Excesso de livros : Acho que os livros estão muito mais acessíveis. Podemos encontrar gratuitamente, até em PDF em vários sites. E será que lemos mais do que há 10, 20 anos atrás? Provavelmente, não. Poucos sabem o prazer de pegar um bom livro, mesmo que antigo, e folheá-lo... ouvindo uma boa música, em som ambiente. Se desligar do mundo exterior é algo extremamente relaxante e os livros no proporcionam isso, sem exigir nada em troca. 


" Tudo que é demais, sobra.
Tudo que sobra, é resto.
E tudo que é resto, vai pro lixo. "

Nando Stein

Boa semana pra todos.
Ando meio filosófico... rs


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